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AS CENTENÁRIAS de Newton Moreno

SINOPSE

Socorro e Zaninha, uma por vocação e outra por escolha, são as mais antigas carpideiras do sertão do Cariri do nordeste do Brasil.

Chegam novamente a Lisboa, trazendo o sotaque daquele lugar e reacendem a profissão de carpir os mortos, numa tradição que remonta ao Egipto antigo e que foi extinta em Portugal nos idos anos de 1970.

Sendo centenárias, não são velhas são antigas, e choram os mortos dos outros, em cânticos, orações e lágrimas, tudo fazendo para permanecer vivas, fugindo e afugentando a Morte.

Partilhando uma cultura cujas raízes populares têm uma relação directa com a identidade portuguesa, Socorro e Zaninha comunicam com o “outro lado”, respeitosamente, através de rituais cumpridos com zelo mas também com artifícios ingénuos e divertidos.

Enquanto no presente, esperamos com elas, uma personagem que está a demorar a “desencarnar-se”, revisitamos alguns acontecimentos do seu passado que nos remetem para o início da relação entre estas duas mulheres, carpideiras e amigas e iremos com elas a vários dos velórios que fizeram parte do seu percurso profissional e humano. 

SOBRE O ESPECTACULO

A língua portuguesa na diversidade dos seus sotaques, na polissemia dos seus significados, na riqueza de um português não canónico, mas de uma musicalidade que através da exposição das televisões já entrou nos nossos ouvidos e faz também já parte do nosso universo linguístico, foi um dos nossos pressupostos de partida. Quisemos, por isso que a locução do nordeste que sendo de uma diversidade imensa, fosse aqui encontrado numa sonoridade comum partilhada pelas personagens deste espectáculo. Percebemos que adaptar este texto e a sua linguagem a uma qualquer região portuguesa, seria escrever um outro texto e foi por este que nos apaixonámos.

Apostámos num universo claramente ficcional, propondo ao público acometer-se num conto que tem a memória arquetípica de um conto popular e uma estilização próxima de uma banda desenhada contemporânea. Este propósito de híper-teatralidade, visa convocar uma dimensão onírica e simultaneamente emocional, próxima das memórias da infância.

E, todos sabemos, que quanto menos naturalista é o desenho de um espectáculo, mais exigente é o trabalho do actor na convocação e efabulação das emoções mais profundas e este tem sido o nosso desafio, trabalhando o espectáculo como se fosse uma “cebola”, feito de várias camadas.

Sílvia Filipe e Flávia Gusmão, fazem as duas personagens centenárias e Catarina Guerreiro desmultiplica-se nas inúmeras personagens do presente e passado desta peça que é também e ainda um conto.

E era uma vez… lá vem a morte, outra vez.

 

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA

Texto Newton Moreno | Encenação e Dramaturgia Natália Luiza | Interpretação Catarina Guerreiro, Flávia Gusmão e Sílvia Filipe | Espaço Cénico e Figurinos Marta Carreiras | Música Original e Espaço Sonoro Rui Rebelo |  Desenho de Luz Miguel Seabra |  Assistência de encenação Rosinda Carvalho |  Fotografia Nuno Figueira |  Assistência de Cenografia Marco Fonseca |  Montagem Marco Fonseca e Nuno Figueira |  Operação Técnica Nuno Figueira | Assistência de Produção Susana Monteiro | Produção Executiva Rita Conduto | Assessoria Jurídica Diogo Salema da Costa Assessoria de Gestão Mónica Almeida |  Direção Artística do Teatro Meridional Miguel Seabra e Natália Luiza

Classificação etária M/12

Duração 1h50m

Teatro Meridional é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal – Secretário de Estado da Cultura / Direcção-Geral das Artes e apoiada pela Câmara Municipal de Lisboa

 

Espetáculo estreado a 17 de outubro de 2013 no Teatro Meridional
Temporadas no Teatro Meridional – 17 de Outubro a 10 de Novembro de 2013
                                                   – 05 a 23 de Fevereiro de 2014

 

TEMPORADA TM 25 ANOS

13 Setembro a 01 Outubro, 2017

Quarta a Sábado 21:30 | Domingo 17:00

 

 

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