LOS NEGROS E OS DEUSES DO NORTE

SINOPSE

Em Portugal nada acontece, não há drama tudo é intriga e trama", esta frase está escrita a graffiti numa rua de Lisboa.

Encontrada por acaso, fez-me juntar uma série de ideias: "nada acontece" significa nada se inscreve na história ou na existência individual, na vida social ou no plano artístico e tudo corre e passa múltiplo e veloz sem nada nos tocar.

A ideia de negro vive hoje como título da liberdade, e o nevoeiro do medo cobre o plano invisível da não-inscrição no negro, no minúsculo, na mulher, no artista criador. Assistimos diariamente ao flagelo das forças que tentam quebrar este nevoeiro: as Pussy Riot são las negras da Russia; Espanha Portugal e Grécia são los negros da Europa, os patos feios, os que representam o plano de fora. E estas forças negras que tentam quebrar o nevoeiro são tratadas e vistas como fantasmas do nosso mundo, até como criminosos.

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA

Texto e Encenação João Garcia Miguel | Performance Sara Ribeiro | Música Original Sara Ribeiro, Lula´s e Gil Dionísio | Figurinos Miguel Moreira | Vídeo e Fotografia Miguel Lopes | Apoio á Dramaturgia Marta Lança e Mário Verino Rosado | Gestão e Relações Públicas Rui Viola | Direcção de Produção Raquel Matos | Comunicação e Imagem Mário Verino Rosado | Assistente de Produção Laura Gonçalo |

Duração | 70 min.

Classificação | M.12

Uma produção Companhia João Garcia Miguel, Teatro Cine de Torres Vedras e Caldeirada Alternativa Ass. Cult.

O espectáculo foi estreado com o suporte do Festival Internacional de Teatro de Almada.

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