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PEDRO PÁRAMO

de Juan Rulfo

 

SINOPSE

Juan Preciado, após a morte da mãe, vai ao lugar de Comala para conhecer Pedro Páramo, seu pai. Ao longo do caminho e acercando-se de Comala, cruza-se com vários habitantes, todos de algum modo ligados a Pedro Páramo.

Progressivamente contradições e absurdos sucedem-se, e os limites entre real e sobrenatural, sono e vigília, passado e presente, vão-se esbatendo.

Comala é habitada por uma comunidade onde Pedro Páramo, no seu centro, é odiado por todos, tendo o lugar de Comala assumido progressivamente as características da sua identidade.

Mas Pedro Páramo está morto e há muito que Comala tinha morrido com ele.

 

SOBRE O ESPETÁCULO

Considerado um dos mais importantes textos literários de língua hispânica, a novela Pedro Páramo (México, 1955) constitui-se como um desafio muito particular de adaptação dramatúrgica à cena contemporânea, convocando e implicando criadores e espectadores a interpretar as várias possibilidades narrativas que o texto encerra.

Num texto com uma linguagem muito visual, contendo personagens de uma iminente teatralidade - interagindo num jogo permanente que pressupõe mudança de narrador, narrativa sincrónica, mistura de realidade e ficção, crueza e violência com um lirismo fino - as cenas desenham-se por fragmentos e cada fragmento supõe um ângulo de visão que mistura o real, o inventado, o pagão e o sobrenatural, através de um jogo em que os actores protagonizarão algumas das cenas de forma meramente narrada, outras de forma directamente vivenciada e outras ainda, apenas evocadas, desmultiplicando-se nas principais personagens desta estória.

Trabalhar a dimensão do realismo mágico na cena tornando-o sensorial, pressupõe naturalmente alterar a dimensão do tempo, dissociando-o da tradição da racionalidade moderna e implicando um trabalho actoral, visual e sonoro de pesquisa que foram trabalhados progressivamente de forma experimental.

O Teatro Meridional, dando continuidade a uma das suas linhas de trabalho de eleição - criação de novas dramaturgias baseadas em adaptações de textos não teatrais -, irá partir, neste caso, duma obra que Gabriel Garcia Marquez reconheceu ser o caminho literário que procurou para os seus livros.

 

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA

Texto Juan Rulfo | Versão Cénica e Encenação Miguel Seabra | Adaptação Natália Luiza | Interpretação António Filipe, Carla Galvão, Ivo Canelas, Natália Luiza , Nuria Mencia, Romeu Costa e Rui M. Silva | Espaço Cénico e Figurinos Marta Carreiras | Música Original e Espaço Sonoro Rui Rebelo | Desenho de Luz Miguel Seabra |  Assistência de Encenação Vitor Alves da Silva |  Fotografia Nuno Figueira | Assistência de Cenografia Marco Fonseca | Montagem Marco Fonseca e Nuno Figueira | Operação Técnica Nuno Figueira | Assistente de Produção Susana MonteiroProdução Executiva Natália Alves |  Assessoria de Gestão Mónica AlmeidaDireção Artística do Teatro Meridional Miguel Seabra e Natália Luiza

 

Coprodução Teatro Meridional e Programa Gulbenkian Próximo Futuro

 

Temporada:

09 de Setembro a 12 de Setembro de 2014

17 de Setembro a 12 de Outubro de 2014

4ª a Sábado às 21h30 | Domingo às 16h00

 

Classificação etária M/12

 

Teatro Meridional é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal – Secretário de Estado da Cultura / Direcção-Geral das Artes e apoiada pela Câmara Municipal de Lisboa

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