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GENTE MUITO PERTO

 

 

SINOPSE

Gente Muito Perto* é um espectáculo de teatro construído a partir da ideia de casal. Publicámos um anúncio nos Classificados de vários jornais nacionais, à procura de histórias de casais e ouvimos quem nos quis contar o que aconteceu quando decidiram ficar muito perto de alguém. Convidámos casais para dar opiniões e partilhar experiências, participando no processo criativo. Trocámos fotografias de (des)amor. Procurámos, convidámos e trocámos. Quisemos o encontro para descobrir o que se lhe segue. Esta é mais uma criação da Casear, em que o processo assenta numa documentação longa e em que a mesma é, mais do que em qualquer outro trabalho anterior, parte integrante do espectáculo. Num jogo de (des)mascarmento literal, o casal de actores procura descobrir como se desenrola uma vida a dois, vendo essa vida multiplicada pelas histórias que nos contaram, pelas possibilidades infinitas de uma conversa, um toque, uma pergunta, uma discussão, um olhar, um objecto. Como se, entre dois, vivessem tantos outros e outras. Contas feitas, um + um é = a mais do que dois. 

 

* in Valter Hugo Mãe, no livro O Paraíso são os outros. 

 

 

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA

Encenação Sofia Cabrita

Interpretação Ana Sofia Paiva e Nuno Nunes

Concepção Plástica Sara Franqueira

Máscaras Matteo Destro

Desenho de Luz Paulo Santos

Produção Daniela Sampaio, Susana António

Apoio à produção Background

Apoio à Criação Fundação Calouste Gulbenkian

Parceria EKA, Illusive



DURAÇÃO

75 min

CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA

 M12

 

CASEAR – CRIAÇÃO DE DOCUMENTOS TEATRAIS é um colectivo de gente de teatro. Juntos, percorremos hoje um caminho que, apesar das distâncias geográficas e metafóricas, nos vai lentamente conduzindo através das nossas suspeitas e vontades e nos vai permitindo experimentar e criar. Com base em Lisboa, estamos entre Portugal, Espanha e Itália e dedicamo-nos à criação de espectáculos de natureza documental: espectáculos criados a partir das experiências da equipa artística numa determinada realidade/lugar/acontecimento. A nossa linguagem assenta nas Máscaras, Marionetas e Gesto e queremos continuar a ganhar espaço de pesquisa e investigação, cruzando estas linguagens, estes e outros países, estas e outras pessoas. Sempre as pessoas. Sempre a necessidade inexplicável de contar as histórias dos outros.

 

 

Apresentação1

 

SINOPSE

Lili é da OutraAldeia, que está em guerra. É por causa disso que Lili veio parar à NossaAldeia (onde nasceu a sua avó). Lili espera atingir por fim a liberdade. Mas é olhada de lado por ser diferente.

Depara-se com um povo de Marionetas que vive alegremente nas suas rotinas, regras e preconceitos. Querem integrá-la mas, para isso, Lili tem que tornar-se igual a eles. Ela bem tenta, mas os seus movimentos são sempre mais livres e por isso é censurada.

Até que acaba por encontrar um grupo de descontentes que se afastaram da maioria. Dizem: “Não quero isto para a minha vida”. Lili repete-lhes a história que a Avó Mindinha lhe contava: a de um Tesouro que havia na NossaAldeia, enterrado na Montanha do Homem.

O grupo decide ir em busca do tesouro. Mas o caminho é duro, cheio de pedras e obstáculos (que os Marionetas lá colocaram) já para não falar do Velho do Restelo, que tenta convencê-los a desistir. Os amigos têm pela frente a tarefa árdua de escavar fundo no coração da Montanha do Homem. Se conseguirem retirar as pedras-más e guardar as boas, chegarão finalmente ao Tesouro: o Tesouro Liberdade!

Será que Lili e os descontentes vão chegar ao Tesouro Liberdade?

E mesmo que consigam, sabem eles que, quando regressarem à NossaAldeia, podem ser presos por contar histórias e incitar o povo a pensar?

As nossas sinopses não desvendam o fim. Nem explicam muito bem o meio. Nem servem para mais nada que não seja aguçar a sua curiosidade de ver o Teatro Ibisco ao vivo.

Quem já passou por isso, sabe bem que nada descreve o impacto de ver os nossos artistas a pisar as tábuas. Quem ainda não passou por isso… não sabe o que está a perder.

Contamos consigo?

 

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA

Criação colectiva do grupo, com base em improvisações sobre o tema "Liberdade".

Coordenação artística - Susana Arrais

Produção - Catarina Aidos

Interpretação - O grupo de actores varia, conforme a próprio natureza do projecto e da Associação TIBISCO.

Guião - Seguindo a metodologia e a filosofia do grupo, o texto é improvisado e a própria estrutura da história tem como base improvisações colectivas sobre o tema, pelo que não existe um texto fechado ou escrito.

 

CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA

Maiores de 12 Anos

 

DURAÇÃO

60 Min (Aproxidamente)

 

ENTRADA LIVRE

Mediante reserva por telefone e sujeita à lotação da sala - 91 999 12 13

 

Tudo Bem

 

TUDO BEM?

de Jean-Claude Grumberg

 

SINOPSE

Que resposta esperamos quando repetimos a fórmula…? «Não digo…?!» Não, isso iria contra as “regras”. Qual o verdadeiro significado das saudações que trocamos quando o nosso caminho se cruza com o de outros? Porque «para haver um Tudo Bem?, é preciso haver um cruzamento». E isso é «Bom»? De que falamos quando conversamos entre nós? Será que chegamos a «Ouvir» o que dizem? As palavras trocadas revelam ou escondem o nosso (des)interesse pelo que nos rodeia? O que significa viver numa sociedade em que está Tudo Bem?

De uma forma «Absurdamente Certeira», Jean-Claude Grumberg leva-nos por um caminho alimentado a ridículo, que nos faz perguntar se está verdadeiramente Tudo Bem…

 

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA

Autoria: Jean Claude Grumberg
Tradução e Dramaturgia: Maria João da Rocha Afonso
Encenação: Maria Camões
Interpretação: Diana Nicolau; Gonçalo Carvalho; Luís Barros e Tiago Retrê
Assistência de encenação: David Ferreira
Apoio vocal: Diana Afonso
Apoio ao movimento: Inês Afflalo
Figurinos: Dino Alves
Desenho de Luz: Marco Medeiros
Operação de som: Alexandre Carvalho
Montagem: Palco13
Produção: Nicole Matias
Assistência de produção: Diogo Mesquita
Fotografia: Alfredo Matos
Design Gráfico: Ana Nicolau

 

DURAÇÃO

 1h15min

CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA

 M12

 

 
PALCO13

 

A PALCO13 nasceu em 2010, em Cascais, por iniciativa de um grupo de jovens unidos por uma forma comum de encarar o teatro. Cientes das dificuldades que um novo projecto sempre acarreta, mesmo assim não deixaram de trabalhar para que a companhia percorresse o seu caminho na direcção do que é o objectivo que a anima: criar em Cascais um pólo de interesse para os amantes de teatro, onde possam assistir a espectáculos variados, que os surpreendam, que interroguem o nosso tempo, num diálogo que envolva todos os presentes em cada sessão, actores e público, sem nunca perder de vista que o teatro é, simultaneamente, entretenimento que se deseja acessível e disponível para quantos queiram desfrutar dele.

Não tendo medo de arriscar, a PALCO13 reconhece a necessidade de aperfeiçoamento e pesquisa permanentes, quer em termos pessoais, quer técnicos, e não deixa de procurar alargar horizontes ao trabalho que desenvolve. É dentro desse espírito que, não se fechando sobre si própria, a companhia convida regularmente actores e profissionais de outras artes, como músicos, coreógrafos e figurinistas, que complementem o seu trabalho, num diálogo permanente de crescimento e renovação.

Ao fim destes anos, a PALCO13 pode orgulhar-se de ter apresentado, em média, três espectáculos diferentes por ano e contado com a colaboração de nomes importantes do teatro em Portugal, o que resultou na existência de uma corrente de público que se habituou já a associar o nome da companhia a qualidade e ao desejo de regressar para assistir a mais um trabalho.

Ciente do valor de uma boa programação, a PALCO13 esforça-se por cumprir esse propósito tendo o maior cuidado na escolha de textos e criando oferta para todos os escalões etários, sempre com o objectivo de tornar o teatro parte integrante e prática regular na vida do público que acorre aos seus espectáculos.

 

Cantar2

 

CANTAR PAREDES

Mariana Abrunheiro & Ruben Alves | BOCA – Palavras que alimentam

Mariana Abrunheiro, acompanhada por Ruben Alves ao piano, realizará o primeiro concerto, do seu segundo álbum a solo, 'Cantar Paredes' – Disco e Concerto RDP/Antena 1.

Este albúm serve de homenagem a um dos mais inspirados compositores da música portuguesa.

A apresentação do evento ficará a cargo de Adelino Gomes.

 

SINOPSE

As composições do mestre Carlos Paredes são o mote deste novo trabalho. Aqui as encontramos em primeiro plano, sem guitarra, adaptadas para voz e piano neste concerto.

O disco contou com participação especial dos músicos Ana Isabel Dias (harpa), Artur Fernandes (concertina), Carlos Bica (contrabaixo), David Costa (oboé), Jaques Morelenbaum (violoncelo), Jon Luz (cavaquinho), Pedro Carneiro (marimba e vibrafone) e o grupo coral Estrelas do Sul, de Portel.

Estes temas que marcaram a música, o cinema, o teatro, a poesia, são também a inspiração para os textos e fotografias publicados no livro que o acompanha. Nele se encontram textos de Adelino Gomes, Daniel Abrunheiro, Domingos Morais, Gonçalo M. Tavares, Irene Pimentel, Miguel Castro Caldas, Miguel Martins e Rui Pina Coelho, e fotografias de António Coelho, Duarte Belo, Eduardo Gageiro, Eduardo Martins, João Tabarra, Jordi Burch, Lara Jacinto e Rodrigo Amado.

Em Cantar Paredes, Mariana Abrunheiro e a editora BOCA – Palavras que alimentam, celebram a sorte de termos Carlos Paredes na cultura portuguesa e estendem o convite a todos.

Esta edição (física e digital) está disponível nas lojas habituais e em www.marianaabrunheiro.com e em www.boca.pt.

 

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA

Voz – Mariana Abrunheiro
Piano – Ruben Alves
Direção Musical – Mariana Abrunheiro e Ruben Alves
Som – Nuno Morão
Luz - Paulo Vargues
Produção – Mariana Abrunheiro e Oriana Alves/BOCA – Palavras que alimentam
Cartaz – Luís Afonso com fotografia de Mário Príncipe

 

DURAÇÃO

60 min

 

BILHETES

Preço único – 10€

 

MAIS INFORMAÇÕES

www.boca.pt

www.marianaabrunheiro.com 

VERDES ANOS (video)

Levantei-me-do-chaâo-098

 

 

LEVANTEI-ME DO CHÃO 

a partir de Levantado do Chão de José Saramago

 

SINOPSE

Levantamos o pó dos tempos, levantamos um livro bem lá no alto, levantamos ainda cabeça e o corpo, e acima de tudo tentamos levantar-nos como comunidade. Um músico de hoje conta e canta as histórias do livro – Serão necessárias novas músicas de intervenção? – Numa conversa franca com o espectador vamos descobrindo a musicalidade nas palavras e nas ideias de Saramago. Aqui reflete-se sobre a democracia – que mundo queremos afinal? E tudo isto num concerto. Um solo de um contador de histórias carregado da memória afectiva da leitura e da importância dos conhecedores da obra do Nobel, ou um músico de canções avulsas oriundas das palavras de saramago e, ainda, um actor submerso num texto inédito e assumidamente fragmentado. Um espectáculo baseado no livro onde se diz – à laia de mito –  que o autor descobriu o estilo saramaguiano de narrar.

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA

CRIAÇÃO, DRAMATURGIA, COMPOSIÇÃO MUSICAL E INTERPRETAÇÃO Carlos Marques APOIO À CRIAÇÃO Susana Cecílio  DISPOSITIVO CÉNICO Nuno Borda de Água COMPOSIÇÃO MUSICAL João Bastos VÍDEO Rodolfo Pimenta DESIGNER GRÁFICA Susana Malhão | FOTOGRAFICA DE CENA Município de Montemor-o-Novo PRODUÇÃO NA CRIAÇÃO Candela Varas RESIDENCIA ARTÍSTICA Espaço do Tempo PRODUÇÃO ALGURES COLECTIVO DE CRIAÇÃO APOIOS Secretaria de Estado da Cultura - Direcção Geral das Artes; Município de Montemor-o-Novo, Fundação José Saramago.

DURAÇÃO

70M (APROX)

CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA

M12

 

 Levantei-me-do-chaâo-213-coüpia

SOBRE O ESPECTÁCULO

Informações sobre a Companhia/Texto/Encenação/Outros

LEVANTEI-ME DO CHÃO é um espectáculo de teatro que faz parte de RISE-UP, um projecto de Susana Cecílio e de Carlos Marques em 3 capítulos autónomos, sobre a obra Levantado do Chão de José Saramago. O primeiro capítulo intitulou-se de Como assim levantados do chão (estreado em 2014), agora lançamo-nos sobre LEVANTEI-ME DO CHÃO e fica registado o desejo de num futuro próximo lançarmo-nos sobre o desafio do terceiro e último capítulo que será a adaptação do romance para teatro.

LEVANTEI-ME DO CHÃO é uma colagem de textos de Carlos Marques a partir de Levantado do Chãode José Saramago e outros textos e entrevistas.Inspirado pelas palavras de Rui Pina Coelho (Fall Collection e No meio de uma manifestação); de José Gil (Portugal Hoje, O Medo de Existir); de Fernanda Cunha (A paisagem e as palavras que lá estão); de Pilar Del Rio aquando da sessão comemorativa dos 30 anos da obra; pelos filmes Network de Sidney Lumet e Asas do Desejo de Wim Wenders e Peter Handke; pela música de Gilberto Gil, Zeca, Zé Mário, Fausto, Sérgio Godinho... entre tantos outros. 

Carlos Marques | criação, interpretação e músico  Confundido por vezes com o seu homónimo alemão, Carlos Marques é licenciado em Estudos Teatrais pela Universidade de Évora. Estudou no Institut del Teatre de Barcelona. É actor desde sabe-se lá!, e foi criador de: Rise up I - Como Assim Levantados do Chão (Miguel Castro Caldas, 2014), Abril em Portugal (Helder Costa), Constantin Gavrilovitch Acaba de se Matar (Rui Pina Coelho, 2013), BAQUET (2012), Tio Lobo (2011) Welcome (2011), Às vezes quase me acontecem coisas boas quando me ponho a falar sozinho (RPC, 2010) e Narrativa Fidedigna (2010). Assume-se como contador de histórias contado e cantado entre e fora de fronteiras.
 
A ALGURES, Colectivo de Criação

A ALGURES é uma associação sem fins lucrativos que promove os projectos dos artistas associados. O território que ocupa está na singularidade de cada um dos seus colaboradores. Entre 2008 e 2013 a sua principal actividade incidiu na área da formação artística, gerindo o Espaço Evoé. Em 2014 a ALGURES vira a página na sua história e assume-se principalmente como entidade de criação de espectáculos, dedicando-se também à programação de projectos transdisciplinares na área do teatro, narração oral, spoken word e da mediação cultural.

 

VIDEOS
Promo curta de 38 segs (
https://www.youtube.com/watch?v=e8zKhYsmQfs)
Promo longa de 5m (
https://www.youtube.com/watch?v=bRY8PpWl8b4 )

 

TEXTO DE ENCENAÇÃO

Levantado do chão de José Saramago é um daqueles livros, pá!

Saramago um dia afirmou, numa entrevista conduzida por Ernesto Sampaio, que se imaginava “a contar este Levantado do Chão a um grupo de pessoas, lá no Alentejo, ou aqui em Lisboa, ou em qualquer outro lugar, a contar em voz alta, voltando atrás quando apetecesse, metendo pelo meio coisas da sabedoria popular, ditados (...) e se entre essas pessoas houver analfabetos, essa será a grande prova. É maior dever do narrador contar e bem claro. Amanhã, noutro lugar contaria a mesma história, mas diferente, sempre diferente, outros ditos, outras voltas, outros caminhos. Haveria de ter sua graça experimentar, mas, não podendo ser, aí fica o livro em sua forma de livro e aparente invariabilidade.” Desde que o li sempre me imaginei assim... a contá-lo e a cantá-lo em voz alta! 
Este é um solo de um contador de histórias que gosta de estar ali.
Um solo de um músico de intervenção.
Um solo de actor que se inquieta com o estado das coisas. 
Este é um trabalho de uma equipa séria e divertida.
Este é um regresso a uma casa onde tudo foi intenso. Uma casa que foi abandonada e que está fechada apanhando pó. Uma casa cheia de utopias – até parece uma palavra distante. Quando era miúdo agarrava na guitarra e tocava as músicas do Zeca, do Fausto e do Godinho com aquele desejo ter vivido aqueles tempos. E questionava-me se naquela altura eu teria tido a lucidez para me aperceber para saber de que lado da trincheira devia estar.
E agora? Falemos do agora.
Será que entretanto entaiparam a casa que não tinha muros no jardim?
Será que em cada instante sabemos de que lado da trincheira estamos.
Será que conseguimos sempre pensar pela nossa cabeça?
Será que estamos sempre certos e centrados nas nossas opções?
Será que existe esse questionamento, ou essa vontade?
Em situações delicadas politicamente vamos sempre lá atrás buscar os hits das lutas passadas para tentar galvanizar uma massa (conformada) que não tem curiosidade de saber para onde nos estão a puxar. Trazemos para o presente essas músicas porque nos identificamos ou, talvez, porque já são património de uma união em épocas difíceis/vitoriosas – é mais fácil assim, dirão uns.
Mas dessa forma não se banalizarão as épocas, a luta e a própria música?
E será que as lutas de hoje são as mesmas de então?
Seremos nós como os nossos pais?
Serão precisas novas músicas e mais do que isso novos heróis artistas nestes tempos confusos. Não que queira inscrever o meu nome como herói - talvez em sonhos gostasse dessa ideia, mas não fui talhado para isso -, apenas vou fazendo a minha parte. Porém, talvez a arte devesse ter essa função. Essa inscrição! Talvez seja necessário que ela perca tudo... que ela passe por uma carestia! Talvez para sermos heróis tenhamos de estar ainda mais F**** já me faltam as palavras. Primeiro temos de fazer o que não queremos para depois fazermos o que realmente queremos? Que mundo queremos afinal?
Parafraseando Fausto Bordalo Dias “a ditadura proletária já morreu, mas nasceu a ditadura dos mercados.” E se eu tivesse a oportunidade de conhecer estes tais senhores dos mercados apenas lhes poderia dizer: A MINHA GUITARRA É CONSTANTE E ROSNA! É tempo de levantar do chão!

Carlos Marques, 2015

"Acho que do chão se levanta tudo, até nós nos levantamos. E sendo o livro como é - um livro sobre o Alentejo - e querendo eu contar a situação de uma parte da nossa população, num tempo relativamente dilatado, o que vi foi todo o esforço dessa gente de cujas vidas eu ia tentar falar é no fundo o de alguém que pretende levantar-se. Quer dizer: toda a opressão económica e social que tem caracterizado a vida do Alentejo, a relação entre o latifúndio e quem para ele trabalha, sempre foi - pelo menos do meu ponto de vista - uma relação de opressão. A opressão é, por definição, esmagadora, tende a baixar, a calcar. O movimento que reage a isto é o movimento de levantar: levantar o peso que nos esmaga, que nos domina. Portanto, o livro chama-se Levantado do Chão porque, no fundo, levantam-se os homens do chão, levantam-se as searas, é no chão que semeamos, é nos chão que nascem as árvores e até do chão se pode levantar um livro”

  José Saramago in o Tempo 1981

 

Links com info

https://riseupprojecto.wordpress.com/

http://aalgures.wix.com/algures

https://www.facebook.com/riseup.projecto/

 

 

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