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ENCONTRO - Espectáculo de Poesia

TM ACOLHIMENTO

17 de Fevereiro | 21:30

 

FICHA ARTÍSTICA

Textos e canções: Pedro Branco
Guitarra e voz: Pedro Branco
Poesia: José Santos
Dança: Mónica Roncon

 

SINOPSE

Dois irmãos encontram-se pelos textos e canções da obra de Pedro Branco.
Uma bailarina aparece, inesperadamente, e “entra” no calor das palavras, do voz, da viola, do vinho tinto.
Na sala, os corações e as almas.
Todos seremos amantes e presentes; todos seremos fogo e céu, vento e sonho.
Todos seremos silêncios e gritos por entre os versos da penumbra.
Todos seremos.

 

DURAÇÃO

60 min

 

CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA

M/12

 

PREÇO ÚNICO

7 Euros

 CascoAzul Site foto

 

CASCO AZUL

de Santiago Sanguinetti (Uruguay)

 

TEATRO AMPLIO (Chile)

23 de JUNHO | Sexta | 21:30

 

SINOPSE

Quatro capacetes azuis da ONU são destacados para uma base militar em Porto Príncipe, Haiti. A revolução acaba de explodir na ilha. O caos reina nas ruas. Os soldados temem pelas suas vidas enquanto que, lendo Hegel, tentam entender as razões do povo. Mas não conseguem. Hegel é complicado.

 

FICHA ARTÍSTICA

Dramaturgia: Santiago Sanguinetti (Uruguay)
Encenação: Antonio Altamirano (Chile)
Interpretação: Rodrigo Soto, Juan Pablo Miranda, Cristian Flores, Pablo Manzi
Técnicos: Rodrigo Leal, Nicolas Jofré
Produção: Teatro Amplio

 

SOBRE O TEATRO AMPLIO

O grupo TEATRO AMPLIO foi criado por Antonio Altamirano, Nicolás Zárate e Juan Pablo Corvalán, como um espaço para a criação, reflexão e memória da história latino-americana no Chile.

 

www.teatroamplio.cl 

www.facebook.com/teatroamplio 

www.instagram.com/teatroamplio 

https://twitter.com/TeatroAmplio  

NO ALVO Bi 01

 

NO ALVO

COMPANHIA DE TEATRO DE BRAGA

 

AVISO:

Por motivos de força maior, o espectáculo NO ALVO não será apresentado no sábado, dia 29 de ABRIL.

 

 

SINOPSE

O que está em causa é o próprio Teatro: a Sala, os Artistas e o Público. Parece que os europeus ainda não entenderam até onde nos trouxe a Segunda Guerra. Há hoje uma geração de náufragos nesta Europa, que lutam ferozmente para voltar à tona, sem memória colectiva e com profundo sentido de revanche. São reais, concretos, encantatórios e acreditam que esta Europa pode voltar a ser a sua Europa, a da barbárie.

Personagens asfixiadas em casacas de medo a investirem contra a Cidade. O desamor ou ódio, como estratégia que resta para a sobrevivência.

A Mãe, a Filha, o Escritor dramático, a Criada, não estão apenas sós, uns contra os outros. Eles exibem, também, numa nudez “despudorada” os mecanismos dos cérebros. Num crepuscular “quadro de família” emerge a Figura da Mãe que faz a sua Vida semeando a Morte à sua volta. Ela, que só desejava ver o mar e perceber as marés. Que partiu de mala vazia e para a encher passou por cima de Tudo. Ela, que detestou tanto o marido como adorava ouvi-lo dizer (a despropósito?) ”que tudo está bem quando acaba em bem”. Ele, que pronunciava como ninguém a palavra “fundição” e que com ela teve um Filho, “que ele fez” e que era só “simplesmente horrível”. Nasceu velho e morreu ainda bem novo no berço, donde nunca saiu. Nunca suportaria que fosse conspurcado pela imundície. Sim, a imundície diz ela prolifera por todo o lado, no teatro, na fábrica, nos operários, sim… há 60, há setenta anos “que os trabalhadores triunfam / mas isso ainda os nossos não entenderam / os trabalhadores triunfam / eles têm o caderno na mão / ditam determinam / arruinam-nos completamente… como tu não percebes nada de chá / também não fazes ideia da história do mundo minha filha.” (in No Alvo)

Esta é a minha quarta incursão ao universo Bernhardiano, depois de A Força do Hábito (para o Teatro Experimental do Porto, 1994) e Antes da Reforma (CTB 1999 ) e Simplesmente Complicado (CTB / U.M. 2006). E sempre uma renovada vontade de a ele voltar. É como uma febre que vai e volta.

Rui Madeira

 

SOBRE O ESPECTÁCULO

E se um dia alguém se salvar mesmo? A propósito da estreia de No Alvo em Portugal pela Companhia de Teatro de Braga, com encenação de Rui Madeira

«A felicidade, creio, está dividida da mesma maneira que a infelicidade, chega a todos. A felicidade é uma coisa relativa. E até o perneta ainda tem felicidade, exactamente porque ainda tem uma perna. E aquele que ainda tem tronco e pode viver, pode ser feliz. Isto prolonga-se até ao fim dos tempos. Talvez seja isso a felicidade. E que a felicidade pudesse ser ainda mais do que aquilo que já é, isso talvez não passe de soberba e seja impossível.» Thomas Bernhard1

Salve-se quem puder. Eis o nome da peça que o Escritor dramático, personagem de No Alvo (1981), de Thomas Bernhard, oferece ao comentário das personagens femininas – Mãe e Filha - da mesma obra. Em causa está um artifício literário de vetustíssima tradição, tanto a oriente como a ocidente, através do qual um acontecimento ou episódio adquire relevância no contexto da acção principal. No caso deste drama de Bernhard, a peça dentro da peça desempenha várias funções, nomeadamente a de pôr em evidência a arte de uma cruel verdade, aquela que se assemelha a um encontro para o qual nós espectadores nos temos vindo a preparar, mas também nós como seres humanos nos estamos sempre a preparar, sabendo embora que nunca ninguém se encontra completamente preparado, se salvou ou salvará, i. e., que ninguém escapa ao destino comum à espécie e à sua natureza, apesar da afirmação individual de cada um e sua diferenciação.
Deixamo-nos atravessar, no presente caso, pela abundância da palavra, disparada em todas as direcções e modelada em diferentes tonalidades, por uma mulher, a Mãe, que paradoxalmente não nos deixa ver (fala em excesso, nunca respira silêncio) a suprema dor misturada com o esgar inextinguível de uma vida a pulso, e que disso faz a sua resposta esbracejante, porque está perdida para o que já só pode estar atrás dela, talvez mesmo fora dela, a sua solidão.
Recebemos a peça dentro da peça não como um bem redentor e explicativo (desse acontecimento teatral recolhemos apenas o aplauso e o reconhecimento superficiais), mas como um sublinhado luciferino que, sem se confundir com a acção principal, nos faz escutar uma melodia comum: Salve-se quem puder.
Por antecipação ascendemos a uma paisagem aberta, antes do final dos finais, aquele que estará bem para lá de qualquer gesto salvífico, sem que nunca esse espaço seja alcançado ou pisado, sem que o anunciado barulho do mar e a sua lonjura nos resgatem para a nossa vida fértil, no aqui e no agora, na terra, nesta vida, neste mundo, a que mal temos tempo de nos habituar. Podemos e até talvez saibamos como encontrarmo-nos uns com os outros, a tal arte da verdade, em renda de malha mais ou menos larga, mantendo a esperança de que alguma vez, uma única vez, possamos acertar no alvo que se nos está sempre a escapar como um canto solitário. Talvez esta seja uma arte, a arte da palavra e da verdade, que já não há, e porque ela está em perda, seja nossa função tudo vencermos com o que temos, conscientes daquilo que nos escapa, e assim criarmos proximidade com aquilo a que chamamos uma terra prometida.
No Alvo de Thomas Bernhard oferece-nos um leque de perspectivas de encontros falhados, de vidas que se cruzam tão só ou quase para que exista um jogo, o jogo da linguagem, em que Escritor, Mãe e Filha se exorcizam num fundo de declínio civilizacional que espelha o que são e não são capazes de fazer aquelas personagens em busca, diríamos, de mínimas vitórias pessoais agilizadas por tudo aquilo que não conseguem fazer.
Este parece ser sem dúvida um enorme desafio para qualquer espectador, e sê-lo-á ainda mais se for tida em conta a estranheza com que se esgotam as forças dos actores em cena, criando de si próprios uma duplicidade imaginada. Arte e verdade só perante os incrédulos são tidas como mortas.
Anabela Mendes (5.4.2015)

1Erika Schmied/Wieland Schmied (2012), Thomas Bernhard – Leben und Werk in Bildern und Texten, St. Pölten – Salzburg: Residenz Verlag, 186.

 

Sobre Thomas Bernhard | About Thomas Bernhard

Thomas Bernhard nasceu a 10 ou 11 de Fevereiro de 1931, em Heerlen (Holanda), num asilo para “raparigas perdidas” onde a sua mãe fora ocultar este nascimento ilegítimo,. e morreu a 12 de Fevereiro, um domingo de 1989, aos 58 anos de idade. É justamente considerado um dos mais importantes autores germanófilos da segunda metade do séc.XX. Muitas das suas obras (teatro, romance, poesia, contos…) estão publicadas em Portugal. Ler as suas obras é um passo de gigante para a compreensão deste Autor e desta Europa.

“… dizemos: damos uma representação teatral, sem dúvida prolongada até ao infinito…mas o teatro de que esperamos tudo e não somos competentes em nada, tão longe quanto remonta o nosso pensamento, sempre um teatro da velocidade crescente e das réplicas falhadas… é em absoluto um teatro dos corpos, e também do temor do espírito, e portanto do temor da morte…não sabemos se se trata da tragédia ou da comédia, ou da comédia por amor à tragédia… mas em tudo é questão de espanto, de lamentável miséria, de irresponsabilidade… é nisso que pensamos, embora o calemos: quem pensa dissolve, faz de tudo uma catástrofe, destrói, incrimina, pois pensar é a lógica dissolução consequente de todos os conceitos… somos o medo, o medo do corpo e do espírito, o medo da morte, de tudo o que é criador ( e é isso a história e o estado de espírito da história)…

Reivindicamos o direito ao direito, mas não temos direito senão à denegação do direito…”

Thomas Bernhard

in Nunca Acabar Coisa Alguma (1970), excerto de discurso proferido por ocasião da entrega do prémio Buchner em 1970 (Trevas, editora hiena, tradução Ernesto Sampaio).

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA

autor Thomas Bernhard
tradução Anabela Mendes
encenação Rui Madeira
assistente de encenação António Jorge
elenco Eduarda Filipa, Frederico Bustorff, Sílvia Brito e Solange Sá
cenografia Alberto Péssimo, Jorge Gonçalves
figurinos Manuela Bronze
desenho de som Pedro Pinto
desenho de luz Nilton Teixeira
design gráfico Carlos Sampaio
fotografia Paulo Nogueira

FICHA TÉCNICA CTB

director artístico Rui Madeira
conselho artístico Alexej Schipenko, Ana Bustorff, Anna Langhoff, Manuel Guede Oliva, Rui Madeira
direcção Rui Madeira, Manuela Ferreira, Carlos Feio
secretariado Manuela Ferreira
gestão financeira Vilma Magalhães
elenco André Laires, António Jorge, Carlos Feio, Eduarda Filipa, Frederico Bustorff, Jaime Monsanto, Jaime Soares, Rogério Boane, Rui Madeira, Sílvia Brito, Solange Sá
mediação cultural  Iullia Serebriakova
assessoria de comunicação João Vilares
produção e marketing Sara Mesquita
centro de criação de vídeo e som / catenária Frederico Bustorff, Pedro Pinto, Pedro Alpoim
design gráfico Carlos Sampaio
fotografia Paulo Nogueira
equipa técnica de construção e montagem Fernando Gomes (Theatro Circo), João Chelo (Companhia de Teatro de Braga), Alfredo Rosário (TC) Vicente Magalhães (TC), Celeste Gomes (costureira |seamstress, CTB) Olga Shumska (costureira)
director técnico do Theatro Circo Celso Ribeiro

Artistas Convidados em 2016
actores  Alexandre Sá, Adrij Kritenko, Mariana Reis
dramaturgo e encenador Abel Neves
cenógrafos Alberto Péssimo, Jorge Gonçalves, Acácio Carvalho
figurinista Manuela Bronze
performer Nils Meisel

 

DURAÇÃO

110’ (c/intervalo)

 

CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA

M12

 

125ª PRODUÇÃO do CTB | Ano – 2015

 

ÚLTIMO JUDEU BI 01

 

AINDA O ÚLTIMO JUDEU E OS OUTROS

 

COMPANHIA DE TEATRO DE BRAGA

26 e 27 de ABRIL | Quarta e Quinta | 21:30

 

SINOPSE

Daniel decide convocar a sua mãe, Judite, e o seu pai, João Victor, para um encontro num lugar nos arrabaldes da cidade, fora do conforto da casa. Núria, a sua namorada, segue-o. Obcecado desde sempre com a história trágica dos judeus – a sua avó, mãe de Judite e a viver na Holanda, sofreu, em criança, a perda dos pais, ambos judeus, numa situação que a marcou definitivamente, tendo eles sido depois assassinados no campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau – Daniel não descansa enquanto não confronta Judite com uma época que ela não aceita lembrar e, sobretudo, não quer assumir por via do sangue materno. João Victor tenta amenizar a disputa sem, no entanto, o conseguir. O lugar do encontro – um armazém sujo e abandonado por onde passam caçadores e ao qual chamam “Bosque Motel” – é visitado de passagem por Nelse e Arlete, um bem humorado casal, precisamente, de caçadores, que serão testemunhas da intensa e brutal situação, acabando involuntariamente por contribuir para um desfecho inesperado.

Abel Neves

 

SOBRE O ESPECTÁCULO

Grande Circo da Vida: Liberdade e Solidão

“a maioria hoje não é silenciosa, está adormecida, não sei”*

Durante estes quatro anos (2013/2016) a criação artística da companhia centrou-se na questão da Liberdade e Solidão. Uma reflexão sobre o “indivíduo em sociedade”: a Cidade, como espaço público asfixiante; a Rua, como lugar do “teatro do eu”, onde “eu” me escondo do Outro, e onde lhe “mostro” só o que “eu” penso que esse Outro quer ver. E a Casa, como espaço íntimo de Liberdade. Onde me “dispo” e mostro tal qual sou. Uma e outra num itinerário de abandono, de desistência, de perda de dignidade e auto-estima.

Em 2013 o segundo espectáculo deste Ciclo foi Sabe Deus Pintar o Diabo de Abel Neves. Em 2016, o penúltimo, será este Ainda o Último Judeu e os Outros de Abel Neves. Antes do primeiro e no meio dos dois, há uma história de estórias, cumplicidades, respeito e admiração, construída de pequenas grandes coisas, que conduziram ao convite para dirigir o seu próprio texto, trazendo-o de volta (depois de alguns longos anos) a um terreno que bem conhece.

A CTB terminará em Julho a Comemoração dos seus 35 anos. E esta Comemoração tem sido sobretudo um tempo de Memória e Reconhecimento para com todos aqueles que connosco caminharam. Cabe aqui hoje nomear o Eng. José Teixeira e o grupo dst, que exactamente há 35 anos nos acompanha. O dispositivo cénico deste espectáculo (uma instalação do artista plástico Acácio de Carvalho) foi criada nas oficinas da dst. O nosso profundo reconhecimento por isso e por tudo.

*Núria, personagem do espectáculo

 

Poema

MANDORLA

Paul Celan
Na amêndoa – o que está na amêndoa?
O nada.
Está o nada na amêndoa.
Aí está e está.
No nada – quem está aí? O Rei
Aí está o Rei, o Rei.
Aí está e está.
Madeixa de judeu és imortal.
E os teus olhos – para onde estão voltados os teus olhos?
Os teus olhos estão voltados para a amêndoa.
Os teus olhos, para o nada estão voltados.
Para o Rei
Assim estão e estão.
Madeixa de homem, és imortal.
Amêndoa vazia, azul real.

[Tradução de João Barrento e Y. K. Centeno]

 

ABEL NEVES

Nasceu em Montalegre, 1956.
Escreveu para o teatro: Anákis; Amadis; Touro; Terra; Medusa; Amo-Te; Atlântico; Finisterrae; Arbor Mater; Lobo-Wolf; El Gringo; Inter-Rail; Além As Estrelas São A Nossa Casa; Supernova; Fénix E Kota-Kota; A Caminho Do Oeste; Amor-Perfeito; Olhando O Céu Estou Em Todos Os Séculos; Provavelmente Uma Pessoa; Pertinho Da Torre Eiffel; Nunca Estive Em Bagdad, Este Oeste Éden; Qaribó; Ubelhas-Mutantes E Transumantes; Querido Che; A Mãe E O Urso; Sallon Yé-Yé; Vulcão; Flor E Cinza; Clube Dos Pessimistas; Jardim Suspenso; O Senhor De La Fontaine Em Lisboa; Flores Para Mim; Atlântica; Nero – Príncipe Do Universo; Sabe Deus Pintar O Diabo; Cruzeiro; Jardim De Estrelas; Purgatório; Ainda O Último Judeu E Os Outros; Ossman.
Em 2009, Jardim Suspenso foi a obra vencedora da 3ª edição do Prémio Luso-Brasileiro de Dramaturgia António José da Silva.
Em 2014, a obra Sabe Deus Pintar O Diabo foi distinguida com o Prémio Melhor Texto Português Representado em 2013, da Sociedade Portuguesa de Autores.
É também autor de Ficção Narrativa: Corações Piegas; Asas Para Que Vos Quero; Sentimental; Centauros; Precioso; Cornos Da Fonte Fria; Lisboa Aos Seus Amores (Felizes E Aliança).
Poesia: Eis O Amor A Fome E A Morte; Quasi Stellar; Úsnea.
E reflexões em volta do teatro: Algures Entre A Resposta E A Interrogação.

 

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA

autor Abel Neves
direcção Abel Neves
assistente de direcção António Jorge
elenco Alexandre Sá, Carlos Feio, Eduarda Filipa, Rogério Boane, Sílvia Brito e Solange Sá
cenografia Acácio Carvalho
adereços António Jorge, Fernando Gomes, Manuela Bronze
figurinos Manuela Bronze
desenho de som Pedro Pinto
desenho de luz Nilton Teixeira
design gráfico Carlos Sampaio
fotografia Paulo Nogueira
serralheiro José Carlos Rodrigues (grupo dst)

 

FICHA TÉCNICA CTB

director artístico Rui Madeira
conselho artístico Alexej Schipenko, Ana Bustorff, Anna Langhoff, Manuel Guede Oliva, Rui Madeira
direcção Rui Madeira, Manuela Ferreira, Carlos Feio
secretariado Manuela Ferreira
gestão financeira Vilma Magalhães
elenco André Laires, António Jorge, Carlos Feio, Eduarda Filipa, Frederico Bustorff, Jaime Monsanto, Jaime Soares, Rogério Boane, Rui Madeira, Sílvia Brito, Solange Sá
mediação cultural Iullia Serebriakova
assessoria de comunicação João Vilares
produção e marketing Sara Mesquita
centro de criação de vídeo e som / catenária Frederico Bustorff, Pedro Pinto, Pedro Alpoim
design gráfico Carlos Sampaio
fotografia Paulo Nogueira
equipa técnica de construção e montagem Fernando Gomes (Theatro Circo), João Chelo (Companhia de Teatro de Braga), Alfredo Rosário (TC) Vicente Magalhães (TC), Celeste Gomes (costureira |seamstress, CTB) Olga Shumska (costureira)
director técnico do Theatro Circo Celso Ribeiro

Artistas Convidados em 2016
actores Alexandre Sá, Adrij Kritenko, Mariana Reis
dramaturgo e encenador Abel Neves
cenógrafos Alberto Péssimo, Jorge Gonçalves, Acácio Carvalho
figurinista Manuela Bronze
performer Nils Meisel

 

 

JUSTIÇA BI 01

 

JUSTIÇA

 

COMPANHIA DE TEATRO DE BRAGA

30 de ABRIL | Domingo | 16:00

 

SINOPSE

A Companhia de Teatro de Braga depois da comédia Falar Verdade a Mentir de Almeida Garrett, volta aos clássicos portugueses. Agora com o drama JUSTIÇA de Camilo Castello Branco. É a continuação da “saga na Pensão Portugal”, que iniciamos com Falar Verdade a Mentir e cujos personagens se encontram, agora, anos depois “envolvidos” no drama JUSTIÇA de Camilo.

Espectáculo destinado a todos os públicos mas com especial enfoque no público escolar.

Vamos fazer um drama de faca & alguidar e, parafraseando alguns personagens, para:

- “provar que o mundo não é um valle de lágrimas, pelo menos no todo. Há certos pedaços do mundo aonde não há lágrimas”.

- “Particularmente onde predomina a malvasia, a madeira e o champagne”.

- “e o Porto. Eu sou patriota”!

- “Casualmente vejo n’este jornal uma notícia copiada d’um jornal do Porto. É um caso bem triste! Eu leio e V. Exa poderá esclarecer-me o que há de escuro nela (lê) haverá dous mezes que um sujeito de boa família, mas de depravados costumes, natural do Porto, roubou a uma extremosa mãi a sua filha única, o seu amparo, toda a sua riqueza n’este mundo onde o quinhão da amargura lhe tem sido abundante. Praticado o rapto, sem poder encontrar-se o infame nem a sua quarta ou quinta víctima, a infeliz mãi desapareceu… alguém disse que a viu passar aos Carvalhos, estrada de Lisboa… é de crer que a desgraçada mãi se tenha suicidado…”

- “Vejo tudo côr de rosa… A vida tem cousas bem boas, digam lá o que disserem os poetas de cemitério. Poucos são os que sabem tirar proveito d’esta sublime patarata que os traductores em vulgar denominam sociedade.”

(Extractos dos personagens Luiz d’Abreu, Pedro da Nóbrega e Dona Maria do drama JUSTIÇA)

 

SOBRE O ESPECTÁCULO

No contexto da obra camiliana a vertente dramática é a que tem merecido menos apreço da crítica literária, contudo, se analisarmos com atenção, veremos que aí estão as forças motrizes da produção novelística do Autor. O melodrama histórico; o melodrama burguês, (onde se insere Justiça) e a comédia, dão nota cabal das preocupações éticas e filosóficas do autor, do seu modo de encarar o mundo e o país, os costumes e a realidade circundante, num contexto quase sempre autobiográfico. Em Justiça estamos num olhar peculiar sobre a sociedade e os costumes.” De um lado a utopia de uma sociedade que deveria nobiliar-se pela honra e pelo trabalho, a apologia do self-made man que, saído da pobreza, conquistará o seu espaço com probidade. Na trincheira oposta, os homens de mármore, corações empedernidos, adoradores do bezerro de ouro numa sociedade em que o homem era o lobo do homem. De um ângulo, o frémito social e tribunício espelhava as aspirações de uma classe em luta contra a aristocracia empobrecida e decadente, a viver a glória enferrujada de seus brasões. Do outro, o combate ao argentarismo sem entranhas do capital especulativo que visava impor a essa mesma burguesia, um modelo ético que a dignificasse.”

 

FICHA ARTÍSTICA

autor Camilo Castello-Branco
encenação Rui Madeira
cenografia João Dionísio
figurinos Manuela Bronze
criação sonora Pedro Pinto
design gráfico e fotografia Paulo Nogueira
desenho de luz Nilton Teixeira
elenco André Laires, António Jorge, Carlos Feio, Eduarda Filipa, Jaime Monsanto, Rogério Boane, Solange Sá

 

FICHA TÉCNICA CTB

director artístico Rui Madeira
conselho artístico Alexej Schipenko, Ana Bustorff, Anna Langhoff, Manuel Guede Oliva, Rui Madeira
direcção Rui Madeira, Manuela Ferreira, Carlos Feio
secretariado Manuela Ferreira
gestão financeira Vilma Magalhães
elenco André Laires, António Jorge, Carlos Feio, Eduarda Filipa, Frederico Bustorff, Jaime Monsanto, Jaime Soares, Rogério Boane, Rui Madeira, Sílvia Brito, Solange Sá
mediação cultural Iullia Serebriakova
assessoria de comunicação João Vilares
produção e marketing Sara Mesquita
centro de criação de vídeo e som / catenária Frederico Bustorff, Pedro Pinto, Pedro Alpoim
design gráfico Carlos Sampaio
fotografia Paulo Nogueira
equipa técnica de construção e montagem Fernando Gomes (Theatro Circo), João Chelo (Companhia de Teatro de Braga), Alfredo Rosário (TC) Vicente Magalhães (TC), Celeste Gomes (costureira |seamstress, CTB) Olga Shumska (costureira)
director técnico do Theatro Circo Celso Ribeiro

Artistas Convidados em 2016
actores Alexandre Sá, Adrij Kritenko, Mariana Reis
dramaturgo e encenador Abel Neves
cenógrafos Alberto Péssimo, Jorge Gonçalves, Acácio Carvalho
figurinista Manuela Bronze
performer Nils Meisel

 

DURAÇÃO

90' (com intervalo)

 

CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA

M12

 

128ª PRODUÇÃO do CTB | Ano – 2016

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